segunda-feira, agosto 02, 2010

Sabedoria infantil ou como se desmonta uma decisão... :)


















Bem perto daqui, deste local, muitos anos atrás, de ar decidido uma criança de passo firme caminhava em direcção ao riacho zangada com as "injustiças" de que se achava alvo...
Estava decidida a atirar-se à água.
Ao lado a irmã, mais velha já habituada a estes discursos frequentes e de pouca consistência acalentava-a: "Pois, mana!", "tens razão" , "não ligues " e outras frases de pouca convicção.
Quem não conhecesse a menina Inês poderia até acreditar que efectivamente era grande a revolta e o poder de decisão. A irmã sempre ao lado fingindo acreditar nos seus propósitos, mas nunca a desincentivando.
Aproximam-se do riacho. A Inês descalça-se, molha os pés. Faz silêncio e depois de alguns segundos: "Está fria, mana". Calça-se e desiste dos seus propósitos.
Atrás a Fernanda sorri "É, está fria, ficará para outro dia!" :)

Quem disse que as ovelhas negras ficam sempre para trás?

No passeio pelo Norte. Algures... :)

quinta-feira, maio 05, 2005

Poiares: recordações...

Passeio TM 065

"Lembro-me de brincar nesta pedra, saltando para o chão com a ajuda do meu irmão Mário".

Poiares

Passeio TM 063

Na casa de varanda branca viveram os avós com os seus filhos Mário e Fernanda.
Nesta altura, as dificuldades económicas eram grandes.
O avô trabalhava numa barbearia.
Nunca deixou de promover actividades culturais, geralmente ligadas à música.
Nesta aldeia foi o responsável pela formação de uma banda, dando ainda aulas de música aos seus elementos.

quarta-feira, maio 04, 2005

Pose acrobática!

Passeio TM 060

Luis Amaral e seu filho Gonçalo, ensaiando um número de elevado risco.
Quem não foi fique sabendo que esta cena se repetia, sempre que vinha a vontade do miúdo cantar!
Resta acrescentar que o autocarro tinha "WC". Mas "não havia condições..."

"P'ra lá do sol posto"...

Passeio TM 061
A caminho de Poiares
Foi a tarde mais aventurosa: ida a Poiares, terra natal do Avô Pinto.
Aventurosa porque fica "no fim do mundo", "para lá do sol posto".
Estradas apertadas, muitos "ZZZs", povoações que foi preciso atravessar e onde o autocarro mal cabia, enganos...
Sempre para a frente, vira aqui, vira ali, nunca mais chegamos, a noite que se aproximava rapidamente e ameaçava encontrar-nos no meio de nenhures, alguma apreensão nos rostos.
A pergunta que fazíamos era "Será que dá para passar?".
Deu.


Almoço em Torre de Moncorvo

Passeio TM 057
Restaurante "O Lagar"
Uma bela posta mirandesa, que a fome já era muita.
Mesa farta, melhor disposição.

A caminho de Torre de Moncorvo

Passeio TM 056

Luis e Mafalda: dois excelentes companheiros de viagem

terça-feira, maio 03, 2005

Castedo 3

Passeio TM 053
Estivemos lá!

Castedo 2

Passeio TM 052
"Curtinha"
Este terreno fica por trás da casa da aldeia.


Castedo

Passeio TM 054
Casa da família Campos

Primeira paragem.
Manhã chuvosa e desagradável.
Nesta casa viveram a avó Leonor, a tia Urbana (e os seus irmãos Cassiano e Eduardo), na sua infância e juventude.
Era a "casa da aldeia". Tinham ainda uma casa em Moncorvo ("casa da vila").
Era em Castedo que a família Campos fazia a sua vida, onde tinham a maior parte das propriedades.
Nessa altura eram uma família abastada. A avó Leonor contava que do Porto (Armazéns do Anjo) vinham os vestidos, conjuntos completos em caixas.
Contava ainda que costumavam fazer corridas com os seus cavalos e que gostava particularmente de uma égua, conhecida por égua brava. O nome vinha do comportamento do bicho. Talvez por isso, era a sua preferida.
Ainda hoje nos lembramos do seu gosto pelas altas velocidades...
Durante esta visita, encontrámos várias pessoas que ainda se lembravam da família Campos.
Por trás desta casa, estendia-se a quinta (a "Curtinha", como a avó lhe chamava).

"OLÁ !!!"

Passeio TM 044
Mafalda e Gonçalo a caminho de Castedo

Com o decorrer do passeio, revelou-se um artista: Gonçalo!
Devidamente acompanhado pela irmã, brindou-nos com espectaculares interpretações do "Atirei com o pau ao gato..." e do mega sucesso "O balão do João".
Ficou famosa a sua entrada em cena: "OLÁ!!!".

Partida...

Passeio TM 042
V. N. Gaia, 23 de Abril, pelas 9 horas.
Não, não fomos de jipe.
É o autocarro que está ao lado!

terça-feira, abril 26, 2005

Saudades...

Avó Leonor

Recordações

O passeio foi inesquecível!
Uma das coisas que mais me impressionou, foi encontrar pessoas nos vários locais visitados que ainda se lembravam dos avós e dos nossos pais.
Agora, vamos tentar preservar tudo o que vivemos neste fim de semana, quer através da edição dos filmes, gravações e fotografias. No blog e em formato DVD e/ou CD.


sexta-feira, abril 22, 2005

Torre de D.ª Chama: lenda

Há na província de Trás-os-Montes umas esculturas zoomorfas em pedra representando quadrúpedes, conhecidos por porcas ou porcos, segundo indica a marcação sexual clara nuns, irreconhecível noutros.
Idênticas esculturas encontram-se nas províncias vizinhas de Salamanca e Zamora. Em Portugal são desconhecidos fora da região transmontana.
No Outeiro sobranceiro à vila, onde têm aparecido várias antigualhas romanas e pré históricas, é que segundo a lenda, existia a torre habitada por D. Chama, castelã lúbrica, sempre pronta a dormir com quantos cavaleiros a procuravam e, para que não divulgassem o segredo de que tinha pernas de cabra, mandava-os matar no dia seguinte. Um dos mais ardiloso tirou-lhe o anel do dedo enquanto dormia e, ao sair, apresentou-o aos guardas do castelo como sinal de aliança com a dama, que o deixaram passar.
Quando acordou e deu por falta, mandou os criados após o fugitivo, gritando-lhe: a dona chama, a dona chama; de onde o nome de D. Chama à vila, mas nada conseguiram, e então ela, vendo-se desacreditada e descoberto o segredo, ficou encantada com os seus tesouros e a lira popular a dedilhar (Alves, 1934):
D. Chama chamorra
Pernas de cabra
Cara de senhora

Palácio dos Távoras



MirandelaTávoras

No ponto mais elevado do cabeço outrora denominado de S. Miguel e para o qual foi transferida a vila de Mirandela em 1282, e talvez mesmo no próprio local existiu a alcáçova de D. Dinis mais tarde aforada para lhe evitar a ruína, construíram os Távoras um palácio para sua residência acidental. Esse palácio tal como existia em 1963 é assim distrito no tombo desta data.
Como a reedificação do Paço coincidiu com o da igreja matriz, sua vizinha, crê-se que nisto andou a vontade do marquês de Távora (servida pelo consentimento do reitor João Pinto Cardoso), conseguindo a troco de auxílios pecuniários e de material de construção que o templo se erguesse um quase nada desviado para o sul a fim de mais desafrontado ficar o seu novo Paço. O que leva a crer em tal deslocamento é o facto de no chão de rocha correspondente ao que teria sido o anterior pavimento do corpo da igreja, e que faz hoje parte do largo em frente do paço, se conheceram ainda não há muitos anos distintamente talhadas na rocha sepulturas de diversos tamanhos.
Desaparecidos os Távoras, passou o Paço em 1768 com os mais bens do morgado, como já dissemos, para a posse dos condes de S. Vicente. O auto de posse do Paço, etc. é datado de 28 de Abril daquele ano, e diz que o alcaide do concelho entregara ao procurador do empossado as casas do Passo com todas suas pertenças. O próprio Paço quase se deixou ao abandono, não lhe fazendo reparações algumas, chegou ao ponto de nele chover como na rua, não podendo por isso continuar a servir de aposentadoria aos corregedores ou provedores que em serviço vinham a Mirandela. A ultima vez que ali se aposentou um destes funcionários foi em 1814.
A capela, que lhe ficava contígua, já em 1818 se achava em tal estado, devido á incúria anterior, que o administrador de então, para salvar ainda o que dentro dela havia, teve de entregar tudo, até o próprio sino, à guarda da Santa Casa da Misericórdia, em cuja posse se encontram, sem que nunca houvessem sido reclamados, tais objectos.

Alheiras de Mirandela

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Numa breve resenha histórica pode-se referir que as alheiras teriam surgido nos fins do século XV. Fazendo parte desde longa data da alimentação da grande maioria das gentes transmontanas, poder-se-á dizer sem ironia que a “alheira” teve como causa próxima do seu nascimento, uma acção político-económica do rei D. Manuel I, definida pela expulsão dos judeus do país.

Actualmente, as “alheiras de Mirandela”, impõem-se pela qualidade gastronómica e de fabrico, desejando-se que a garantia da sua qualidade e genuinidade passe a curto ou médio prazo pela criação de uma “região demarcada” e simultaneamente pela constituição de uma associação de fabricantes de alheiras.


Ponte de Mirandela: Lenda

PonteMirandela

Diz a lenda que a ponte, a Arcã e cruzeiro foram construídos pelo diabo de noite, que prometeu fazer também uma estrada da ponte até à povoação em troca da alma de uma moça que lha entregaria, para mais comodamente passar o rio a fim de ir buscar água a uma fonte sita na margem esquerda. Segundo o contrato, o diabo daria a ponte concluída numa só noite, antes de cantar o galo. Quanto mais afanosa trabalhava uma legião de demónios carreando, aparelhando e assentando pedras, cantou o galo. Que galo é? - perguntou o rei das trevas infernais. - Galo branco - responderam-lhe. Ande o canto - ordenou ele. A breve espaço novo canto. Que galo é? Galo preto. - Pico quedo vociferou ele. Faltava apenas uma pedra para assentar nas guardas da ponte e assim ficou, por mais vezes que os homens tenham lá colocado, aparece derrubada pelo diabo no rio na noite seguinte. Lenda semelhante é apontada a respeito da calçada de Alpajares, também conhecida por Calçada Mourisca, e à ponte a ela ligada no termo de Poiares, que causa pasmo pela sua duração de tantos séculos (Alves, 1934).

Mirandela (2)

Abandonando também lendas e narrativas de mouros e fadas encantadas, o que é certo é mostrarem-nos as escavações feitas em torno de Mirandela a passagem ou ate a fixação dos romanos por estes lugares. Se nos quisermos, porém, meter dentro dos documentos existentes, o que fica como certo é que D. Sancho I esteve em Mirandela aquando do cerco de Bragança pelo rei Afonso IX de Leão, sendo-lhe dado o seu primeiro Foral em 25 de Maio de 1250, por D. Afonso III. Constituindo o concelho de Mirandela, com a sua magistratura duumviral e os seus peões e cavaleiros, estende ele a sua jurisdição, no tempo de D. Dinis, como se vê do foral dado por este monarca em Coimbra, a 7 de Março de 1921, desde Bragança a Noselos, desde Vinhais ao concelho de Montalegre, daqui o concelho de Lamas de Orelhão, e deste a Anciães e Vilariça.