quinta-feira, maio 05, 2005

Poiares: recordações...

Passeio TM 065

"Lembro-me de brincar nesta pedra, saltando para o chão com a ajuda do meu irmão Mário".

Poiares

Passeio TM 063

Na casa de varanda branca viveram os avós com os seus filhos Mário e Fernanda.
Nesta altura, as dificuldades económicas eram grandes.
O avô trabalhava numa barbearia.
Nunca deixou de promover actividades culturais, geralmente ligadas à música.
Nesta aldeia foi o responsável pela formação de uma banda, dando ainda aulas de música aos seus elementos.

quarta-feira, maio 04, 2005

Pose acrobática!

Passeio TM 060

Luis Amaral e seu filho Gonçalo, ensaiando um número de elevado risco.
Quem não foi fique sabendo que esta cena se repetia, sempre que vinha a vontade do miúdo cantar!
Resta acrescentar que o autocarro tinha "WC". Mas "não havia condições..."

"P'ra lá do sol posto"...

Passeio TM 061
A caminho de Poiares
Foi a tarde mais aventurosa: ida a Poiares, terra natal do Avô Pinto.
Aventurosa porque fica "no fim do mundo", "para lá do sol posto".
Estradas apertadas, muitos "ZZZs", povoações que foi preciso atravessar e onde o autocarro mal cabia, enganos...
Sempre para a frente, vira aqui, vira ali, nunca mais chegamos, a noite que se aproximava rapidamente e ameaçava encontrar-nos no meio de nenhures, alguma apreensão nos rostos.
A pergunta que fazíamos era "Será que dá para passar?".
Deu.


Almoço em Torre de Moncorvo

Passeio TM 057
Restaurante "O Lagar"
Uma bela posta mirandesa, que a fome já era muita.
Mesa farta, melhor disposição.

A caminho de Torre de Moncorvo

Passeio TM 056

Luis e Mafalda: dois excelentes companheiros de viagem

terça-feira, maio 03, 2005

Castedo 3

Passeio TM 053
Estivemos lá!

Castedo 2

Passeio TM 052
"Curtinha"
Este terreno fica por trás da casa da aldeia.


Castedo

Passeio TM 054
Casa da família Campos

Primeira paragem.
Manhã chuvosa e desagradável.
Nesta casa viveram a avó Leonor, a tia Urbana (e os seus irmãos Cassiano e Eduardo), na sua infância e juventude.
Era a "casa da aldeia". Tinham ainda uma casa em Moncorvo ("casa da vila").
Era em Castedo que a família Campos fazia a sua vida, onde tinham a maior parte das propriedades.
Nessa altura eram uma família abastada. A avó Leonor contava que do Porto (Armazéns do Anjo) vinham os vestidos, conjuntos completos em caixas.
Contava ainda que costumavam fazer corridas com os seus cavalos e que gostava particularmente de uma égua, conhecida por égua brava. O nome vinha do comportamento do bicho. Talvez por isso, era a sua preferida.
Ainda hoje nos lembramos do seu gosto pelas altas velocidades...
Durante esta visita, encontrámos várias pessoas que ainda se lembravam da família Campos.
Por trás desta casa, estendia-se a quinta (a "Curtinha", como a avó lhe chamava).

"OLÁ !!!"

Passeio TM 044
Mafalda e Gonçalo a caminho de Castedo

Com o decorrer do passeio, revelou-se um artista: Gonçalo!
Devidamente acompanhado pela irmã, brindou-nos com espectaculares interpretações do "Atirei com o pau ao gato..." e do mega sucesso "O balão do João".
Ficou famosa a sua entrada em cena: "OLÁ!!!".

Partida...

Passeio TM 042
V. N. Gaia, 23 de Abril, pelas 9 horas.
Não, não fomos de jipe.
É o autocarro que está ao lado!

terça-feira, abril 26, 2005

Saudades...

Avó Leonor

Recordações

O passeio foi inesquecível!
Uma das coisas que mais me impressionou, foi encontrar pessoas nos vários locais visitados que ainda se lembravam dos avós e dos nossos pais.
Agora, vamos tentar preservar tudo o que vivemos neste fim de semana, quer através da edição dos filmes, gravações e fotografias. No blog e em formato DVD e/ou CD.


sexta-feira, abril 22, 2005

Torre de D.ª Chama: lenda

Há na província de Trás-os-Montes umas esculturas zoomorfas em pedra representando quadrúpedes, conhecidos por porcas ou porcos, segundo indica a marcação sexual clara nuns, irreconhecível noutros.
Idênticas esculturas encontram-se nas províncias vizinhas de Salamanca e Zamora. Em Portugal são desconhecidos fora da região transmontana.
No Outeiro sobranceiro à vila, onde têm aparecido várias antigualhas romanas e pré históricas, é que segundo a lenda, existia a torre habitada por D. Chama, castelã lúbrica, sempre pronta a dormir com quantos cavaleiros a procuravam e, para que não divulgassem o segredo de que tinha pernas de cabra, mandava-os matar no dia seguinte. Um dos mais ardiloso tirou-lhe o anel do dedo enquanto dormia e, ao sair, apresentou-o aos guardas do castelo como sinal de aliança com a dama, que o deixaram passar.
Quando acordou e deu por falta, mandou os criados após o fugitivo, gritando-lhe: a dona chama, a dona chama; de onde o nome de D. Chama à vila, mas nada conseguiram, e então ela, vendo-se desacreditada e descoberto o segredo, ficou encantada com os seus tesouros e a lira popular a dedilhar (Alves, 1934):
D. Chama chamorra
Pernas de cabra
Cara de senhora

Palácio dos Távoras



MirandelaTávoras

No ponto mais elevado do cabeço outrora denominado de S. Miguel e para o qual foi transferida a vila de Mirandela em 1282, e talvez mesmo no próprio local existiu a alcáçova de D. Dinis mais tarde aforada para lhe evitar a ruína, construíram os Távoras um palácio para sua residência acidental. Esse palácio tal como existia em 1963 é assim distrito no tombo desta data.
Como a reedificação do Paço coincidiu com o da igreja matriz, sua vizinha, crê-se que nisto andou a vontade do marquês de Távora (servida pelo consentimento do reitor João Pinto Cardoso), conseguindo a troco de auxílios pecuniários e de material de construção que o templo se erguesse um quase nada desviado para o sul a fim de mais desafrontado ficar o seu novo Paço. O que leva a crer em tal deslocamento é o facto de no chão de rocha correspondente ao que teria sido o anterior pavimento do corpo da igreja, e que faz hoje parte do largo em frente do paço, se conheceram ainda não há muitos anos distintamente talhadas na rocha sepulturas de diversos tamanhos.
Desaparecidos os Távoras, passou o Paço em 1768 com os mais bens do morgado, como já dissemos, para a posse dos condes de S. Vicente. O auto de posse do Paço, etc. é datado de 28 de Abril daquele ano, e diz que o alcaide do concelho entregara ao procurador do empossado as casas do Passo com todas suas pertenças. O próprio Paço quase se deixou ao abandono, não lhe fazendo reparações algumas, chegou ao ponto de nele chover como na rua, não podendo por isso continuar a servir de aposentadoria aos corregedores ou provedores que em serviço vinham a Mirandela. A ultima vez que ali se aposentou um destes funcionários foi em 1814.
A capela, que lhe ficava contígua, já em 1818 se achava em tal estado, devido á incúria anterior, que o administrador de então, para salvar ainda o que dentro dela havia, teve de entregar tudo, até o próprio sino, à guarda da Santa Casa da Misericórdia, em cuja posse se encontram, sem que nunca houvessem sido reclamados, tais objectos.

Alheiras de Mirandela

gatronomia_001

Numa breve resenha histórica pode-se referir que as alheiras teriam surgido nos fins do século XV. Fazendo parte desde longa data da alimentação da grande maioria das gentes transmontanas, poder-se-á dizer sem ironia que a “alheira” teve como causa próxima do seu nascimento, uma acção político-económica do rei D. Manuel I, definida pela expulsão dos judeus do país.

Actualmente, as “alheiras de Mirandela”, impõem-se pela qualidade gastronómica e de fabrico, desejando-se que a garantia da sua qualidade e genuinidade passe a curto ou médio prazo pela criação de uma “região demarcada” e simultaneamente pela constituição de uma associação de fabricantes de alheiras.


Ponte de Mirandela: Lenda

PonteMirandela

Diz a lenda que a ponte, a Arcã e cruzeiro foram construídos pelo diabo de noite, que prometeu fazer também uma estrada da ponte até à povoação em troca da alma de uma moça que lha entregaria, para mais comodamente passar o rio a fim de ir buscar água a uma fonte sita na margem esquerda. Segundo o contrato, o diabo daria a ponte concluída numa só noite, antes de cantar o galo. Quanto mais afanosa trabalhava uma legião de demónios carreando, aparelhando e assentando pedras, cantou o galo. Que galo é? - perguntou o rei das trevas infernais. - Galo branco - responderam-lhe. Ande o canto - ordenou ele. A breve espaço novo canto. Que galo é? Galo preto. - Pico quedo vociferou ele. Faltava apenas uma pedra para assentar nas guardas da ponte e assim ficou, por mais vezes que os homens tenham lá colocado, aparece derrubada pelo diabo no rio na noite seguinte. Lenda semelhante é apontada a respeito da calçada de Alpajares, também conhecida por Calçada Mourisca, e à ponte a ela ligada no termo de Poiares, que causa pasmo pela sua duração de tantos séculos (Alves, 1934).

Mirandela (2)

Abandonando também lendas e narrativas de mouros e fadas encantadas, o que é certo é mostrarem-nos as escavações feitas em torno de Mirandela a passagem ou ate a fixação dos romanos por estes lugares. Se nos quisermos, porém, meter dentro dos documentos existentes, o que fica como certo é que D. Sancho I esteve em Mirandela aquando do cerco de Bragança pelo rei Afonso IX de Leão, sendo-lhe dado o seu primeiro Foral em 25 de Maio de 1250, por D. Afonso III. Constituindo o concelho de Mirandela, com a sua magistratura duumviral e os seus peões e cavaleiros, estende ele a sua jurisdição, no tempo de D. Dinis, como se vê do foral dado por este monarca em Coimbra, a 7 de Março de 1921, desde Bragança a Noselos, desde Vinhais ao concelho de Montalegre, daqui o concelho de Lamas de Orelhão, e deste a Anciães e Vilariça.

Mirandela

Relegando para as lendas a derivação de Mirandela, dos olhares apaixonados que das atalaias do seu poderoso castelo sobre ela lançava o rei mouro de Lamas de Orelhão, nos poentes maravilhosos do Norte, aceitamos como boa a derivação que lhe dá o eminente investigador P.e Ernesto Sales, nos seus interessantes "Apontamentos Históricos sobre Mirandela " e o qual seguimos, apresentando-a como um diminutivo de Miranda, e o facto de despirmos Mirandela daquela graciosa lenda, em nada tira o encantamento desta terra.

Peredo dos Castelhanos

Peredo dos Castelhanos é uma freguesia do concelho de Torre de Moncorvo, de cuja sede dista cerca de 15 Kms.
Aparece referida em vários documentos antigos, principalmente a partir das inquirições de 1258.
As suas gentes dedicam-se essencialmente à agricultura e á pecuária. Produzem muita amêndoa, azeite e vinho. Criam ovelhas, vacas e bois. É servida por um autocarro diário.
Em Peredo dos Castelhanos, indo através das Eiras, pode-se subir á tradicional Capela da Srª. Da Glória, onde a vista se alonga e delicia pelas altas e abundosas montanhas e vales em redor, pelas encostas íngremes ou pelo respeitoso Douro lá no fundo. Grande número de povoados e a vizinha Espanha também se podem admirar.
Possui uma Igreja Matriz, agradável de se ver.
A pureza do ar e da Terra e a boa harmonia com o encanto da natureza, transformam Peredo dos Castelhanos num lugar que bem merece estar na rota dos turistas.

Vai Chover !!!

Tempo TM3

quinta-feira, abril 21, 2005

Dormida em Moncorvo

Sábado, pelas 19:00 horas, chegaremos a Moncorvo para jantar e pernoitar na Residencial Campos Monteiro.
Especialidades: cabrito à Campos Monteiro e posta à Campos Monteiro.
Bom apetite!

Campos Monteiro

Abílio Adriano de Campos Monteiro (1876-1934) nasceu e faleceu em Moncorvo, Trás-os-Montes. Formou-se em Medicina, tendo, com Ferreira de Castro, fundado no Porto a revista Civilização, Grande Magazine Mensal, publicado entre 1928 e 1937. Colaboraram nesta revista, entre outros, Aquilino Ribeiro, Florbela Espanca e Teixeira de Pascoaes. Campos Monteiro notabilizou-se como romancista, cultivando o romance de pendor popular e regionalista influenciado por Camilo. As suas obras de ficção foram um êxito de vendas nos anos 20-30. Dedicou-se também à poesia e ao teatro. Obras de ficção: Miss Esfinge (romance, 1920), Camilo Alcoforado (romance, 1925), As Duas Paixões de Sabino Arruda (romance, 1929), Ares da Minha Serra - Novelas Transmontanas (1933). Poesia: O Raio Verde. Sátira política: Saúde e Freternidade (1923).

Poiares: gastronomia

Quanto à gastronomia, os pratos são ricos e condimentados. Todas as famílias fazem o tradicional fumeiro, sendo ele composto por chouriças, salpicões, alheiras, morcelas doces e farinhatos. O presunto do porco é curado no sal durante mês e meio ou dois meses dependendo do seu tamanho e depois é untado com pimento picante. Faz-se o queijo de ovelha e de cabra tradicionalmente, assim como o folar da Páscoa e os económicos(bolos da Páscoa) e no Natal os tradicionais milhos.

Poiares: a tradição das alcunhas

Facto curioso, é o das pessoas se conhecerem por alcunhas que passam de geração em geração, e não pelos nomes próprios. Existem uns versos que falam das alcunhas da aldeia.

O povo da minha aldeia
Pacato e trabalhador
Mesmo na sua odisseia
Nunca perde o bom humor
È ordeiro e tolerante
A seu modo cativante
Calha bem em todos nós
È chistoso, tem chalaça
Alcunha com muita graça
Isto vem dos seus avós

Na minha aldeia as alcunhas
Pelo seu uso normal
A meu ver são testemunhas
De um convívio fraternal
Das que são mais engraçadas
Citarei o Ti Cortiçadas
O Semeú e o Ti Rilhão
E agora me está lembrando
O velho Ti Cagandando
O Bilontras e o Purrão

E visto dar-me na telha
Citarei o Ti Rinhau
Mais o Ti Queixo da Velha
E o velho Ti Calhabau
O Prinol e o Ti Zambumba
O Ti Polho e o Ti Caçumba
O Moscanho e o Patacão
Mas no tempo que isto foi
Existia o Ti Põe Põe
O Canista e o Cagão
Vem agora o Ti Sachola
O Chibano e o Marantéu
O Pilheiro, o Sarabola
O Botalame, o Balhéu
O Pachorgas, o Ti Cucu
O Proche que foi maluco
O Boleira e o Zé Cão
O Ti Espreita, o Ti Mocho
O Bandalha, o Ti Chôcho
O Faringas e o Janão

Também entram na parada
O Piriquito, o Palê
O Chicote e o Faisenada
E o Chorinca por mercê
O Cacipreto, o Caraço
O Canote, o Ti Velhaco
O Tornesos, o Ti Landum
O Bonanzola, o Pachana
O Gandona, o Laritana
O Pilatos e o Catum

Na minha aldeia a chalaça
È deveras singular
A todos enche de graça
Só a mim me faz chorar

Chuva!

Tempo TM2

Pois é.
As possibilidades de chuva no Sábado e no Domingo aumentam cada dia que passa (arghh).
Atenção aos impermeáveis.

Poiares: terra de lendas (2)

Quanto a histórias e lendas também são muitas, como a lenda da Capela de São Paulo. Esta capela já inexistente, localizava-se ao cimo da Calçada de Alpajares.
Reza a lenda que S. Paulo era o protector dos pastores, e que em dada altura surgiu uma epidemia de morte no gado caprino e ovino desta região. Os pastores andavam aterrorizados com as baixas nos seus rebanhos. Um deles mais aflito, dirigiu-se à Capela de S. Paulo, e com toda a devoção, prometeu ao santinho o melhor exemplar da sua peara para que ele afasta-se a peste que estava a dizimar o seu rebanho.
E o santinho da sua devoção fez o milagre e a peste desapareceu. Impunha-se à consciência do pastor, simples e crente, cumprir a promessa. Para isso escolheu a cabrinha mais bonita e aleitada do seu rebanho, prendeu-a a uma corda e foi até à capela entregá-la como se fosse um precioso tesouro. Ao chegar ao altar do santo disse: _”Ò Senhor, Vós salvastes o meu rebanho da morte certa, e como prometi aqui estou com o melhor exemplar da minha peara. È Vossa. Tomai-a , que a dou de boa vontade”.
Porém, notando que o santo não fizera qualquer menção de aceitar a oferta, foi-lhe dizendo ao mesmo tempo que a ataria a um dos seus braços e que ali a deixava para que fizesse do animal o que bem entendesse. Depois saiu da capela e dirigiu-se ao monte para apascentar o seu rebanho. Já no monte ouviu um grande barulho, e voltando-se para o lado viu a imagem de S. Paulo sendo arrastada pela cabra e na sua ingenuidade gritou: _” Ò S. Paulo, mãos de aresta, agarra-te a essa giesta!”
Mas o santo continuava a ser arrastado pelo animal e ele gritou de novo: _” Ò S. Paulo mãos de aranha, agarra-te a essa arreçanha!”
O certo é que nesse momento o santo se agarrou a duas arreças e ficando de pé deteve o animal pela corda. O pastor então aproximou-se do santo e na sua ingenuidade pensou que o santo não podia ficar com a cabra pois não tinha quem lha guardasse e ofereceu-se para tomar conta dela. Levou o santo para a capela e enquanto o animal foi vivo e sempre que por ali andava com o seu rebanho ia à capela dar louvores a S. Paulo assim como notícias da sua cabrinha.

Poiares: terra de lendas

Nos arredores da aldeia existe a Calçada de Alpajares ou Calçada do Diabo e o Penedo Durão. Sobre a Calçada também existe uma lenda que nos conta que esta foi construída pelo diabo.
Reza a lenda que em tempos antigos tudo por estes lados eram barrancos e precipícios medonhos, sem haver um atalho sequer.
Sobre a ribeira não havia ponte nem coisa mais ou menos rudimentar que a substitui-se.
Uma noite passou por ali um viajante a cavalo e como tinha que continuar a jornada e isso lhe era impossível, no meio do seu desespero pediu a Deus ou ao diabo que lhe valessem em tão apertada conjuntura. Foi o diabo que lhe apareceu primeiro e lhe disse: _”Se me deres a tua alma, antes de cantar o galo preto, te darei uma estrada e uma ponte para seguires a tua viagem sem o mínimo de perigo.” O cavaleiro aceitou, e o diabo pôs logo mãos a obra, mas quando o infernal pedreiro conduzia as últimas duas pedras para a ponte, canta o galo e o homem pôde atravessar o seu caminho sem comprometer a alma, e o diabo fugiu.
E ainda hoje qualquer pessoa que visite a Calçada do Diabo pode ver na ponte o lugar onde as últimas duas pedras deveriam ser colocadas caso o galo não tivesse cantado.

Poiares (2)

A aldeia de Poiares pertence ao distrito de Bragança e ao concelho de Freixo de Espada à Cinta. Tem 593 habitantes, sendo 520 maiores de dezoito anos e 73 menores.
Fica situada numa bacia hidrográfica que se situa entre uma linha de alturas em forma de ferradura com os seus pontos culminantes nos marcos geodésicos da Cruz (648 metros), do Calvário (711 metros), do Penedo Durão (727 metros) e da Ferreira (619 metros).
Poiares é uma aldeia simples de tipo transmontano que se tem desenvolvido lentamente desde longa data. Segundo dados obtidos em 1950, a emigração de muitos dos seus habitantes não permitiu maior desenvolvimento populacional. Em 1865 tinha 225 fogos e 855 habitantes, e em 1900 rondava os 880, em 2001 contava apenas com 593 habitantes.
Esta desertificação deve-se em parte à fuga das pessoas para o estrangeiro e para as grandes cidades do litoral português procurando uma qualidade de vida que na nossa aldeia parece não querer surgir. È que a actividade quase única ainda continua a ser a agricultura, que nem sempre dava os rendimentos e empregos/riqueza para muitos dos seus naturais. Aqui produz-se azeite, azeitona de conserva, vinho, laranja, milho, trigo (antigamente era mais centeio), mel e cera. Possui também algum gado ovino e caprino.

Poiares

Poiares

Chegada a Poiares prevista para as 16:00 horas de Sábado.
Estão percorridos 260 km.

quarta-feira, abril 20, 2005

Chuva? (2)

Tempo TM

Chuva no Domingo?
As probabilidades são de 60%!

Sé de Moncorvo

se_moncorvo

A Igreja de Nossa Senhora da Assunção, Matriz da vila de Torre de Moncorvo, ergue-se no local de um templo paroquial primitivo da Baixa Idade Média. O ambicioso e majestoso monumento que hoje vemos iniciou-se em 1544 segundo um plano pouco ortodoxo que concebeu a entrada principal a Nascente e o altar-mor a poente, numa clara sujeição da obra ao traçado urbano da vila.
É uma obra maneirista, austera e de linhas severas, com contrafortes pronunciados e dominada pela exuberância e altura da fachada principal. Esta divide-se em dois corpos verticais sobrepostos: o inferior, que corresponde ao portal principal e às duas ordens de nichos que o sobrepujam, e o superior, formado integralmente pela maciça torre sineira.
O interior do templo encontra-se organizado segundo o esquema de hallenkirchen (igrejas-salão), sendo os cinco tramos das naves abobadados à mesma altura. Nas suas proporções e disposição geral, o interior revela a mesma austeridade e racionalidade do exterior, como se testemunha na longa série de tramos do corpo da igreja simetricamente abobadados.
A capela-mor ostenta na parede fundeira um retábulo barroco de talha dourada, e nas paredes laterais frescos alusivos a cenas bíblicas, entre as quais uma Última ceia. Outra notável campanha moderna foi a que deu origem ao retábulo lateral na nave do Evangelho, do século XVII, e com painéis alusivos à Paixão de Cristo.

Torre de Moncorvo (3)

Torre de Moncorvo

É por excelência a terra das amendoeiras, pelo que no fim do Inverno ou princípio da Primavera não param de chegar visitantes para se extasiarem com o manto branco das árvores em flor, ao qual se juntam os tons verdes e castanhos da paisagem.

Em sua honra, a Câmara Municipal de Torre de Moncorvo organiza a Festa das Amendoeiras em Flor (em Fevereiro e Março), onde o visitante também pode aproveitar para desfrutar da saborosa gastronomia local.

Mas não é só nesta época que vale a pena visitar o concelho. A vila orgulha-se das suas ruas de traçado medieval e, sobretudo, da magnífica Igreja Matriz, do século XVI, com o seu retábulo setecentista que exibe cenas da vida de Cristo. Do castelo, ficaram restos da muralha e o curioso Arco da Senhora dos Remédios.

Perto da vila, na povoação de Adeganha, o visitante pode admirar um interessante templo romano-gótico do século XIII.

Na antiga povoação de Urros (fundada em 1172), ainda é possível encontrar colchas de borboto e felpa, tapetes, mantas de farrapos e sacos e toalhas de linho pacientemente feitos por algumas tecedeiras.

Mas é sobretudo agradável provar a doce especialidade da região: as amêndoas, como não podia deixar de ser, sobretudo as cobertas com uma fina camada de açúcar branco ou com chocolate e canela.

Torre de Moncorvo (2)

Especial destaque a alguns dos monumentos interessantes a visitar na vila: são eles a muralha medieval (séc. XIII- XIV), que circundava toda a vila antiga; os restos do Castelo Medieval que foi mandado construir por D. Dinis; a casa da roda, (onde se encontra, actualmente, o posto de turismo), casa típica da arquitectura rural transmontana, com varanda exterior de alpendre e uma pequena janela com data da 1785; a magnânima Igreja Matriz que demorou cerca de um século a ser construída, salientando o belo pórtico em estilo renascença sobre a entrada principal e, muitos outros que enriquecem a vila, e enchem o olhar e a curiosidade dos turistas. Tudo isto, aliado à excelente gastronomia e unidades hoteleiras de muito requinte, constituem ingredientes excelentes para passar um saboroso fim-de-semana.

Portugal dos pequeninos

PortugaldosPequeninos

Casa transmontana.

Igreja Matriz de Moncorvo

moncorvomatriz

A Igreja Matriz de Moncorvo é templo de maiores dimensões em Trás-os-Montes e tem como orago Nossa Senhora da Assunção.
A fachada principal, inserida numa imponente torre de cantaria que lhe acentua a verticalidade, ostenta um portal renascença de arco pleno, flanqueado por dois pares de colunas coríntias assentes em plintos comuns. Entre os colunelos, duas edículas e duas imagens. Sobre o entablamento, surge outro conjunto iconográfico, constituído por três imagens entre colunas da mesma ordem mas menores, dentro de nichos barrocos, recortados em concha. Rematando a composição, rasga-se uma janela envidraçada também de arco pleno, recortada entre dois colunelos e sobrepujada por um frontão vazado assente na arquitrave.
A igreja possui quatro altares laterais, sendo os do lado da epístola dedicados a Santo António e às Almas e os do lado do evangelho dedicados a Nossa Senhora do Rosário e aos apóstolos Pedro e Paulo.
A capela-mor, quase da altura das naves, apresenta igualmente uma bela abóbada de pedra, já não polinervada, mas esquartelada e pintada, fingindo caixotões.
O altar-mor ostenta um precioso retábulo setecentista, executado em 1752 por Jacinto da Silva.
As paredes estão pintadas com frescos da autoria de Francisco Bernardo Alves, representando a "Última Ceia" e "A Virgem Comungando". Sob os frescos subsistem as duas filas do antigo cadeiral do cabido.

Acesso: Largo General Claudino e Dr. Balbino Rêgo

Protecção: Monumento Nacional, Dec. 16-06-1910, DG 136 de 23 Junho 1910.

Torre de Moncorvo



Chegada prevista pelas 13:30 horas de sábado.
Encontram-se percorridos 220 km.
O almoço será no "Lagar", lugar afamado pelas suas comidas transmontanas.


terça-feira, abril 19, 2005

segunda-feira, abril 18, 2005

Vai chover?

Tempo

Aqui está a previsão para Mirandela.
Vamos cruzar os dedos...

Passeio a Trás-os-Montes

Passeio a Trás-os-Montes

Pois é!
O dia da partida aproxima-se...
O tempo está feio (finalmente a chuva).

Torre de D.ª Chama



Tamborileiro



Mirandês

Mirandês

Gaiteiros

gaiteiros

Da região de Trás-os-Montes, este conjunto é composto pela gaita de foles, caixa bombo. É o grupo instrumental mais importante da região para as grandes festas. Danças de Pauliteiros, procissões, peditórios, ofícios religiosos, Festas dos Rapazes, etc.

quarta-feira, abril 13, 2005

Gaita de Foles

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Em Trás-os-Montes existe um tipo de gaita, de construção artesanal, semelhante morfologicamente à gaita sanabresa ou alistana, (de Sanabria e Aliste, comarcas espanholas fronteiriças), mas com características algo diferentes; possui um ponteiro de furação larga, de digitação aberta, preso no pescoço de um fole de cabrito, com um ronco, maciço, pesado, preso na pata direita e o soprete preso na pata esquerda; a tonalidade oscila entre Si, Si bemol e Lá, dependendo dos artesãos. Possui uma escala peculiar, com intervalos de meio-tom entre algumas notas; trata-se de uma escala não-temperada que tem despertado a atenção de numerosos etnomusicólogos.

A generalidade das gaitas deste tipo parecem seguir mais ou menos esta escala não-temperada, semelhante às escalas usadas na flauta pastoril e nas tonalidades vocais utilizadas na região.
Também aqui a formação mais habitual é o grupo de Gaiteiro, Caixa e Bombo, sendo que o gaiteiro abre as festas sazonais com Alvoradas, acompanha habitualmente as procissões e as danças de "L's Palos" (mais conhecidos por "pauliteiros").
As práticas musicais e os próprios materiais de construção dos instrumentos estão profundamente envolvidos no contexto agro-pastoril desta região. Esta gaita está a tornar-se bastante popular e há cada vez mais tocadores jovens a interessar-se pela características próprias do instrumento e a querer preservá-las intactas, sendo que nos últimos anos em Trás-os-Montes e Miranda do Douro, se tem verificado uma revitalização cada vez maior das práticas musicais associadas a ele. Curiosamente, também fora da área geográfica transmontana existe um certo público urbano que se interessa cada vez mais por este instrumento.

segunda-feira, abril 11, 2005

Desistência

Pois é! Tio Zé, dê baixa de mim!

Por muita pena que tenha, por muito que me custe, tenho de desistir desta viagem! A Minha mãe vai ficar com pena, mas não posso, mesmo. Há momentos em que não somos nós que mandamos na vida, é ela que manda em nós. Eu estou a atravessar um desses malvados períodos.

Ficarei, tal como o Pedro, a aguardar as vossas fotografias. Quando derem uma trincadela em deliciosos petiscos, quando virem estrelas a brilhar no céu transmontano, quando cantarem cantigas das dos Natais de outrora, por exemplo, a «terra alheira», pensem nos pobres, como nós, que ficam, entre trabalhos e obrigações, a lamentar-se de não terem ido.

Façam boa viagem e contem como foi...

sexta-feira, abril 08, 2005

Viagem dia 23 Abril

Aproxima-se a data. Vejam o programa em Viagem no Blogue mais abaixo. Espero que não haja desistências mas pelo contrário novas adesões. Somos cerca de 34. Vão pensando nos programas para o autocarro e serões. Preparem as máquinas de filmar, fotografar, violas, letras de músicas populares, gargantas afinadas a 2, 3, 4, 5, 6, vozes. Podem desafinar desde que cantem todos a mesma. Lembram-se das cantigas dos Natais ?
Se precisarem de esclarecimentos apitem. Já sabem, quem vem fora do Porto deve ir de véspera.
XAU, BYE.

terça-feira, abril 05, 2005

De Volta

Ora vivam todos. Como vos tinha contado la fomos passar o fim-de-semana da Pascoa fora. Foi muito giro e divertimo-nos bastante. Ainda nao fiz a transferencia das fotografias para colocar no Blog.
Por aqui vamos andando rijos (pudera com o frio que ainda por aqui anda ...) e de saude.
O meu barbeiro, o Sr Artur, tambem eh transmontano. No outro dia quando la fui cortar o cabelo cai em dizer-lhe que a minha familia era de la. Bom, o homem ficou encantado e nao parava de falar. Apesar de eu lhe dizer que ja ninguem la vivia, falava daquelas terras todas e dos quilometros entre umas e outras (e eu que sim e pois, a fazer um ar de quem estava a ver perfeitamente onde ficava tudo aquilo) dos petiscos, e a maquina zzzzzzzzzz, enfim, a paginas tantas disse-me. "Olhe eu acho que que hoje vou usar um pente mais curto na maquina, porque lhe ficava melhor" e eu, "Forca Artur...". Enfim sai de la prontinho para jurar bandeira. G'anda Artur! A coisa foi de tal ordem que acho que nao preciso de la voltar por uma temporada boa, a nao ser .... O bom do Artur eh barbeiro como ja vos disse, mas as segundas-feiras faz uns petiscos na cave da barbearia (?) pelo que fui convidado para passar por la uma destas segundas-feiras. Tenho de ponderar bem no assunto. Cheira-me que deve ser coisa para meter "baixa" da parte da tarde e a chazinhos para a figadeira por uma temporada. A ver vamos.

Pedro

quarta-feira, março 30, 2005

Torre de Dona Chama (5)


Pelourinho e "berroa"

Torre de Dona Chama (4)

A sua origem perde-se no tempo e até o próprio nome, Torre de Dona Chama, sugere histórias antigas de guerras e lendas de mouras encantadas. Testemunhos vivos da antiguidade são as ruas estreitas com casa de granito enegrecido, o Pelourinho, o Castro de S.Brás, a Ponte Romana e um largo junto ao pelourinho com uma porca de pedra, semelhante à porca de Murça, ao que os historiadores referem como sendo um culto de fertilidade apelidada de "Berrôa".

Adivinha...

Castedo, Torre de Moncorvo, Poiares, Peredo, Valbemfeito, Sucçães, Mirandela, Valpaços.
O que estas povoações têm de comum?
Dá-se um doce a quem acertar com a resposta.

domingo, março 27, 2005

Páscoa



Olá pessoal!
O grupo que se juntou em Viana, em estágio para a visita a Trás-os-Montes, treinou um cabrito e um borrego, tendo ganho o desafio por larga margem.
Com uma equipa de estrelas (Tio Zé, Tia Nora, e Amarais e companhia), só era de esperar um verdadeiro espectáculo!
Não convém fazer muita publicidade senão temos de começar a cobrar bilhetes.
Esperamos novas contratações para a época de Trás-os-Montes.
Abraços e beijos deste pessoal para todo o pessoal.
Viana, Páscoa 2005. Posted by Hello

sexta-feira, março 25, 2005

Boa Pascoa

Ola a todos. Eh so para desejar uma Boa Pascoa com muitas amendoas. A proposito de amendoas e Tras-Os-Montes lembro-me de que quando vivia no Porto, o Avo Pinto me contar qualquer coisa sobre, ou na familia dele ou na da Avo, alguem ter plantado amendoeiras por aquelas bandas. Ja nao me lembro bem da historia, pelo que se alguem a souber era giro partilha-la aqui.
Como ia dizendo aqui ficam os votos de uma boa Pascoa, uma vez que so aqui voltamos la para segunda-feira. Vamos passar o fim-de -semana fora pelo que prometo pelo menos uma fotografia. So tenho pena eh de nao ir a Gouveia comer o cabrito da minha Mae, mas a desforra sera terrivel.

Beijinhos de todos

Pedro, Paula, Ines, Matilde e Madalena

quinta-feira, março 24, 2005

Valpaços (3)

Em "Memórias do Cárcere", romance escrito por Camilo Castelo Branco aquando de uma das suas passagens pela Cadeia da Relação do Porto, é referida com destaque a vila de Valpaços. Assim escreveu o genial autor: "Acompanhou a expedição a Valpaços, e foi dado como ordenança do senhor visconde de Sá da Bandeira. As proezas cometidas nesta temerosa e mal sortida batalha, estão escritas na condecoração de Torre-e-Espada, que o general por sua própria mão lhe apresilhou na farda. Fora o caso de do cômoro de uma ribanceira alguns soldados do regimento traidor apontarem, as armas ao general, conturbado pela fumaça das descargas. José Teixeira arrancou do cavalo a toda a brida, toma as rédeas do cavalo do general, obriga-o a saltar um valado.
Mal deram o salto passaram as balas poucas polegadas acima da cabeça de ambos. A este tempo três soldados de cavalaria avançaram desapoderados sobre o visconde de Sá. José Teixeira embarga-lhes a retirada, e desarmado o primeiro de um golpe, fere mortalmente o segundo e persegue o terceiro que fugia, até lhe arrancar a vida pelas costas. Quando voltou da facção já o general tinha suspensa a medalha, que o valente recebeu com mais delicadeza que entusiasmo de honras."

terça-feira, março 22, 2005

Temos de alargar esta coisa à família toda

Caros familiares e amigos
Isto tá com muita piada. Mas para melhor é fundamental o seguinte :
Os mais velhos da família estão a ficar nas "covas". Então é preciso que os mais agressivos e mais novos "piquem" os mais velhos a participar . Há gente que não tem internet? Então têm de apanhar boleia do familiar próximo e ler o blogue e participar, contando "coisas" e lendo as nossas notícias.
Por outro lado há malta que tem internet e ainda está na clandestinidade. Não pode ser !!!
Ana e Paulo de Lisboa ? Então ? João de Gouveia ? Ó meu desnaturado afilhado não me deixes ficar mal!!!Não tens umas piadas aí de Gouveia ? E as Irmãs/Tias e Tios ??? Leonor, Conceição ?
Quem souber endereços de e-mails da malta faltosa tem de divulgar para nós os provocarmos . VALEU ?
Tambem podem colocar fotos etc.
Fica combinado
No intervalo do Almoço do emprego vou consultando o blogue diariamente... Quero ver a malta a participar. Tenho umas boas piadas para colocar......
Um abraço
José Henrique C Pinto

Valpaços (2)


Coreto

Guerra da Patuleia

Guerra civil que dividiu o país entre os liberalistas e os miguelistas e durou oito meses (de Outubro de 1846 a Junho de 1847). Terminou com o assinar da Convenção do Gramido, que dava a vitória aos liberais, após a intervenção da Espanha, França e Grã-Bretanha, ao abrigo da Quádrupla Aliança.

Em 16 de Novembro de 1846, verificou-se uma escaramuça em Valpaços, na qual as forças governamentais (miguelistas) do conde de Casal venceram as forças liberais de Sá da Bandeira, comandante das forças da Junta.

Viagem

Dia 23 - Num belo autocarro de luxo, V. Nova Gaia, Porto, Vila Real, Mirandela, Castedo (muito lindo), paragem e visita. Depois saída para Moncorvo, vê-se o vale da Vilariça. Um espectáculo. Almoço num local espectacular em Moncorvo - comida tradicional.Depois vamos a Poiares, paragem, visita (belas vistas sobre o rio Douro) e regresso a Moncorvo. Passeio em Moncorvo. Jantar soberbo e dormida num belo local em Moncorvo.
Dia 24 - Saída para Peredo, visita, depois Vale Bem Feito, visita, depois Mirandela, um belo almoço num local fantástico. Boa comida. Depois visita a Sucçães e regresso a Mirandela. Um passeio em Mirandela. Um excelente jantar e dormida em hotel explêndido.
Dia 25 - Saída para Torre Dª Chama, visita, segue-se Valpaços, visita e almoço. Epectáculo!!!!!. Regresso ao Porto.
Atenção - Quem vier de longe tem de ir dormir ao Porto de 22 para 23. A partida dia 23 é cedo. Temos de ir apanhar o autocarro ou em V Nova de Gaia ou Praça Sá carneiro na Antas às 09:00 e 09:25 respectivamente.

Valpaços

É a sede de um concelho constituído por trinta e uma freguesias. Uma povoação que congrega os anseios e as necessidades de uma vasta área e de milhares de pessoas que, em conjunto, procuram melhorar continuamente as suas condições de vida.

Os primeiros documentos escritos que citam Valpaços datam do século XII. O próprio topónimo tem uma raiz claramente pré-nacional. A freguesia terá começado por ser um pequeno reduto habitado por nobres e famílias senhoriais, atraídas por um conjunto de privilégios tendentes a povoar aquela região tão próxima de Espanha.

O acontecimento mais importante da história de Valpaços deu-se seguramente em meados do século XIX. Em 16 de Novembro de 1846, durante a Guerra da Patuleia, aqui se defrontaram as tropas rivais. O movimento, que começara de forma espontânea e por ter características eminentemente populares, passava nesse momento a tomar proporções políticas. Cerca de duas dezenas de mortos marcaram a passagem por Valpaços de uma batalha que depois prosseguiu por terras de Murça.

Segundo a lenda, participou na refrega o famoso Zé do Telhado, que inclusivamente teria salvo a vida ao visconde de Sá da Bandeira, ele que até fora lanceiro da rainha antes de se tornar salteador!

Lendas e Sonhos


Se há característica de que os portugueses e possam orgulhar é da fertilidade da sua imaginação, que o leva a cria tantas lendas. Era seria a dedução de um optimista.
Se há característica de que um português se deve lamentar, é da sua incapacidade de enfrentar a realidade e de a explicar, o que o leva a criar tantas lendas. Esta seria a deduçao de um racionalista.

Se há característica de que um português se possa encantar, é da sua capcidade de simaginar, de transformar a monótona e triste realidade em sonhos que lhe dão alma. É a alma do poeta!

E é este poeta que, dizem, existe em cada português, que nos leva a ver, nas lendas, a nossa portugalidade.

Vivo na terra da mais conhecida história verdadeira de amor português - Alcobaça.

Este amor podia ser uma lenda, e porventura os pormenores sê-lo-ão, mas é uma lenda que tem atravessado os séculos com o mesmo fulgor e com a mesma dádiva de conceder, aos amantes, um espelho.
Comemora-se o ano Inesiano.
Às portas do Mosteiro de Alcobaça encontra-se um relicário com uma madeixa de cabelos de D. Inês, furtada ao seu descanso nas invasões napoleónicas, e o punhal que a matou, a lembrar que mesmo as lendas, por vezes, são sofridas.

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Se se lembrarem de visitar Alcobaça por estes dias, não se assustem: não foi nenhuma bomba, nem um meteorito, são apenas as obras de requalificação urbana.Aproveitem a imagem. Nunca mais verão estes jardins!


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segunda-feira, março 21, 2005

Ó pessoal, o programa vai ser um espectáculo de comes bebes e passeio. Quem não for vai perder muito....

Lendas...

Já repararam na riqueza desta região em lendas?
Muitas das povoações transmontanas têm pelo menos uma, que é sempre a mais bela de todas.
Querem ver? Apreciem esta:

O concelho de Valpaços orgulha-se de ser cenário de uma das mais belas lendas da história da literatura portuguesa.A lenda da pastora Comba que ascende à santidade foi escrita pelo poeta e escritor do século XVI, António Ferreira, autor da “A Castro”, uma obra inspirada na vida trágica de Inês de Castro. Nascido em 1528, faleceu em Lisboa no ano de 1569, vitimado pela peste. Formado em advocacia pela Universidade de Coimbra, chegou a ser desembargador do tribunal de relação de Lisboa. Em 1564, casou em segundas núpcias com D. Maria Leite, natural de Lamas de Orelhão, no concelho de Valpaços, local onde recolheu as informações necessárias para a sua “História de Santa Comba dos Valles”.
A antiga lenda fala-nos de um tempo ainda antes da fundação de Portugal, quando o território nacional se encontrava dominado pelos mouros. Conta-nos a história de Comba, um bela pastorinha que com seu irmão Leonardo apascentavam tranquilamente os seus rebanhos.
Sendo possuidora de tão rara beleza, rapidamente despertou o interesse do Rei Mouro que reinava na região de Lamas que, por ela se apaixonou perdidamente. No entanto este Rei Mouro era grande, membrudo e feio com uma orelha de asno e outra de cão, a quem chamavam o Orelhão: “A todos feo, a todos espantoso chamado era de todos Orelhão”.
A pobre pastorinha tremia de terror a pensar no Rei Mouro. No seu desespero, a doce Comba implora a Deus a Sua ajuda para permanecer pura e casta: “Não sou minha, meu Deus, toda sou Vossa, fazei que para Vós guardar me possa”.
O Rei Mouro, perdido de desejo ameaça a pobre pastorinha: “Eu sou teu Rei, tu és minha cativa, não te é melhor seres Rainha e viva, que arderes cruelmente em fogo vivo?”
Indiferente às súplicas e ameaças, Comba refugia-se mais na sua dedicação a Deus. Ferido no seu orgulho, o Rei Mouro persegue a pastora de lança em riste. Perseguida e encurralada entre a lança e um penedo, a pastorinha implora o auxílio dos Céus para que a ajudassem. Miraculosamente, a fraga abre-se, recolhe a pastorinha e fecha-se numa manifestação do poder Divino: “Ó Maravilha grande! Abriu-se pedra, obedece à Santa a rocha dura, obedece-o à Santa e abriu-se a pedra, e defendeu-a da cruel ventura”.
Enraivecido, o Rei Mouro vinga-se no inocente irmão de Comba, Leonardo, estripando-o e lançando-o a um charco.
O autor, António Ferreira, assegura que a ferradura do cavalo com que o Rei Mouro perseguiu a pastorinha, bem como a lança com que matou Leonardo ficaram marcadas na fraga, e a água em que foi lançado o corpo de Leonardo tornou-se numa fonte milagrosa:

“E a fértil chã terra, que ocupava,
Aquele monstruoso e cruel pagão,
Que outros claros Senhores esperava,
Inda se chama de Lamas de Orelhão”!

In Boletim Municipal de Valpaços, Abril 2004

domingo, março 20, 2005

O folar de Valpaços



Cozido em formas geralmente de barro ou argila, rectangulares, que lhe dá uma textura e sabor muito particulares. Para além da farinha, ovos e azeite, da receita que passa de geração para geração, também constam carne de porco, enchidos, coelho e galinha.
Este pitéu deve ser comido fresco e acompanhado por chá de cidreira ou cevadinha.

Mas há quem não o dispense ao pequeno almoço com um bom café ou mesmo café com leite!

Algonquin Park Posted by Hello

E o que e que isto tem a ver com P'ra la do Marao ...?

... Tudo. Os da fotografia sao os que la nao vao e que com pena estao (isto com o til nos respectivos sitios resultava melhor...).

Ola a todos. A fotografia foi tirada no verao do ano passado, num parque natural que se chama Algonquin. Por aqui estamos todos bem. Com saudades de todos.

Beijinhos,

Pedro, Paula, Ines, Matilde e Madalena

sexta-feira, março 18, 2005

Torre de D.ª Chama (3)


Porca, "berroa" (ou ursa, segundo os especialistas)

Torre de D.ª Chama (2)

Torre de D. Chama é uma Vila e sede de uma grandiosa freguesia, ocupando uma extensa área, e pertencente ao concelho de Mirandela. É só a sua maior freguesia rural. Dista desta cidade cerca de 24 Km.Situa-se na margem esquerda do rio Tuela, a pouco mais de 3 Km, a NNE da sede de concelho. Tem defronte a mole verde da Serra da Nogueira, e a Sul as férteis terras de Macedo de Cavaleiros. É atravessada por diversos ribeiros.Com o surgir de Portugal, já em Plena Idade Média, Torre de D. Chama começa a ganhar mais importância, inclusive estratégica. Nesse sentido, e para a repovoar, o rei D. Dinis dá-lhe Foral em 25 de Abril de 1287, renovando-o a 25 de Março de 1299. Mais tarde, D Manuel I concede-lhe novo Foral a 14 de Maio de 1512. Contudo, a sua tradição municipalista deverá ter começado antes do século XIII.É que D. Pedro Fernandes “de Bragança”, na segunda metade do século XII, herda os haveres das localidades de Torre de D. Chama e vizinhas. Seu Pai, D. Fernão Mendes, era família do nosso primeiro rei. Terá sido feita, nessa altura, uma tentativa de repovoamento da área, cuja carta de foro ou foral é desconhecida.No tempo de D. Fernando, o senhorio da vila passa para um fidalgo Castelhano, por este considerar o rei de Portugal como seu rei. Só que, com a Regência do Mestre de Avis, Torre de D. Chama passa para um português fiel, Gonçalo Vasques Guedes, ao mesmo tempo senhor de Murça. Manteve-se nessa família de geração em geração.O concelho é extinto a 24 de Outubro de 1855, porém, devido a um bairrismo intenso, e a um desenvolvimento crescente, Torre de D. Chama passa a Vila de novo em 1994.

quinta-feira, março 17, 2005

Traje de domingo

Torre de D.ª Chama

Existindo já antes da Formação de Portugal, este nome de Torre de D. Chama evidencia claramente a sua indicação de uma “Torre”, e uma senhora local “Dona” do lugar, que se chamava “Chama”, proveniente de “Flamula” que deu “Chamôa” e depois “Chama”.

O Canadá aqui tão perto...

Um abraço aos Pintos do Canadá (os primeiros a colocar um comentário).

Terceiro e último dia...

Bem pela manhã sairemos de Mirandela em direcção a Torre de D. Chama.
Após 450 km, muitas histórias já se terão contado e muito se terá já visto.
Mas ainda teremos um belíssimo almoço à nossa espera em Valpaços (n'O Gregório) e, se houver tempo, daremos um saltinho ao Solar de Mateus.
Depois é a volta.
A chegada à Praça Francisco Sá Carneiro está prevista para as 16:31 horas, 3 dias e 662,3 km depois.
E com muita matéria para colocar aqui no blog.

Segundo dia...

A partida será por volta das 09:30 horas, já com 300 km percorridos.
De Torre de Moncorvo a Peredo distam mais 60 km que prometem muitas curvas.
Aqui pararemos uma hora para esticar as pernas.
Até Valebemfeito serão mais 20 km de estrada sinuosa. Nada que assuste os viajantes, claro.
O almoço espera-nos em Mascarenhas, no Museu do Azeite. Casa afamada, carece ainda de confirmação. A ver vamos...
Após o almoço, o nosso destino será Sucçães.
Será a última paragem, antes de Mirandela, onde pernoitaremos.
Boa noite...

quarta-feira, março 16, 2005


"Os Caretos"

"Sobreviveram com alguma vitalidade, neste recanto arcaizante do Nordeste transmontano, certas festividades cíclicas realizadas por comunidades camponesas. Integram uma amálgama de elementos profanos, mágicos e religiosos, "complexamente tramados", difíceis de definir e analisar.
Os mascarados, que transpiram força e vitalidade, transformam-se em seres míticos sagrados e profanos; gozam de uma liberdade (quase) sem limites, com a faculdade de troçar, criticar e "destruir".
Os "caretos", principais responsáveis pelo ludismo destas festividades, - "Festa dos Rapazes", "Festa de Santo Estevão" e "Carnaval"-, têm manifestações de excesso e libertinagem, chegando a fazer gestos ostensivamente sugestivos do acto criador, como acontece no Carnaval de Podense, no chocalhar dos quadris das raparigas."

In "Danças e Folias", Brigada Victor Jara

Afinal, foi ainda hoje...

... mas achei irresistível a opinião do Guardian Unlimited sobre Trás-os-Montes.
Aqui vai um excerto:

An old man with a leathery face leads a herd of wide-horned bullocks home after a long day in the fields. A horse-drawn cart stacked high with hay and bundles of firewood meanders down the road.

These are scenes from everyday life in the heart of Tras-os-Montes (meaning "Beyond the Mountains"), a neglected rural backwater in Portugal's far north. A wild and rugged place, it is one of Europe's most remote regions, with many of the buildings being former monasteries. The people there are a tough breed, and many have faces as hard as the granite terrain that surrounds them. But their toughness masks a warmth and hospitality.

Tras-os-Montes is Europe at its most rustic. Surrounded by three high mountain ranges, it was cut off for centuries. The region is so remote, even Napoleon Bonaparte regarded it as too hard to conquer and passed it by. Most visitors to Portugal do likewise, heading instead straight for Porto or the fertile, terraced valleys of the Douro River, or flying direct to the beaches and golf courses of the Algarve.

It's their loss.

Pois é.
O restante pode ser lido em http://travel.guardian.co.uk/countries/story/0,7451,921715,00.html.

Agora sim. Até amanhã.

terça-feira, março 15, 2005

... mandam quem lá estão?

Nada melhor do que lá ir ver se é verdade.
Inicia-se aqui o passeio (ainda que, para já, de forma virtual e mais tarde, de autocarro) às terras detrás dos montes.
Poderemos assim conhecer o percurso, histórias curiosas sobre as povoações a visitar, a boa comida transmontana que nos espera, factos e fotos, estórias...
Claro que toda a colaboração será bem vinda.
Antes de mais, o programa:
A partida será no dia 23 de Abril, pelas 09:30 h na Praça Francisco Sá Carneiro, Porto.
Atravessaremos Mirandela direitos a Castedo, onde chegaremos cerca das 12:00 horas e 200 km depois.
Paragem de 1 hora para visitar.
Em seguida, direitos a Torre de Moncorvo, para almoçar (pormenores mais tarde...).
Estaremos em Poiares cerca das 16:00 horas onde descansaremos.
Voltaremos Torre de Moncorvo para pernoitar na Residência Campos Monteiro.
E chegamos ao fim do primeiro dia e do primeiro "post".
Amanhã há mais...